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O olhar de Maria
domingo 2 de Outubro de 2016
Os olhos da Santíssima Virgem, nossa terna mãe, não podem ser descritos por língua humana. Seria preciso um serafim, seria preciso a linguagem do próprio Deus, desse Deus que criou a Virgem Imaculada, obra-prima de sua onipotência. (...) Nos seus olhos via-se o Paraíso, eles atraíam a Ela. Ela parecia querer dar-se e atrair. Quanto mais eu a olhava, mais a queria ver. Quanto mais a via, mais a amava com todas minhas forças. Os seus olhos inculcaram um suave tremor em todo o meu ser. Eu temia qualquer movimento que lhe pudesse ser desagradável, por menor que fosse.
Essa simples visão dos olhos da mais pura das virgens seria suficiente para tornar-se o céu de um bem-aventurado. Seria suficiente para fazer uma alma entrar na plenitude da vontade do Altíssimo, entre todos os acontecimentos da vida mortal. Seria suficiente para fazer tal alma realizar contínuos atos de louvor, de agradecimento, de reparação e de expiação. Essa simples visão concentra a alma em Deus (...), que passa a ver as coisas da terra, mesmo as que parecem as mais sérias, como brincadeiras de criança; ela só quereria ouvir falar de Deus e do que se refere à sua Glória. O pecado é o único mal que ela vê sobre a terra. Ela morreria de dor se Deus não a sustentasse. Amém
(Maria da Cruz, Vítima de Jesus, nascida MÉLANIE CALVAT, pastora de la Salette e vidente da Virgem Maria. Castellamare, 21 de novembro de 1878)