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Virei buscar-te

quarta-feira 8 de Agosto de 2018

As oblatas de Maria chegaram ao Lesoto em 1862. No ano seguinte, um dos fundadores das Oblatas, Padre Joseph, cavalgava, com o terço na mão, através das altas montanhas do Lesoto, visitando cristãos disseminados pelas aldeias, por todo o lado. Depois de bastante tempo de cavalgada, ouviu gritos de socorro, vindos de uma aldeia distante. Ele parou e disse: “Estão a chamar-nos, vamos lá!” ─ “Não! ─ Responde o catequista ─ é uma aldeia de feiticeiras; estão a preparar-nos uma armadilha.” ─ “Talvez haja uma alma para ser salva, vou até lá.” E, o Padre foi até à aldeia, seguido pelo assistente, mais morto que vivo.

Assim que chegaram, as mulheres cercaram o Padre e levaram-no até à choupana onde uma jovem de 16 a 18 anos estava a morrer. “Ela está a reclamá-lo, dizem elas, ela quer receber o batismo dos Católicos, para ir para junto de uma bela Senhora!” O Padre ajoelhou-se, perto da moribunda: “Batiza-me, depressa, depressa, despacha-te”, sussurra ela. Enquanto o catequista preparava o necessário para o batismo, o Padre fez algumas perguntas à doente, sobre a sua fé, que responde, sem hesitar.

Totalmente surpreendido, o missionário inteira-se de que ela tinha sido instruída pelas crianças da aldeia cristã. Sem demora, administra-lhe o sacramento. Quando pronunciou as palavras “Maria, eu te batizo...” uma alegria radiante iluminou o rosto da jovem menina. O Padre pergunta, então, de onde lhe vem o desejo do batismo: “Eu tive um sonho, disse ela, e vi uma linda senhora, branca, que me estendia os braços e me dizia: ‘Pede o batismo dos católicos e eu virei buscar-te’”.

Muito emocionado, o Padre mostrou-lhe uma medalha milagrosa: “Foi ela, foi ela que eu vi!”, disse a moribunda. Ela beija-a com amor e, em seguida, falece.

Testemunho de um missionário de Lesoto
Narrado na revista Notre Dame des temps Nouveaux (Nossa Senhora dos novos tempos), n° 6-1982
E também em Recueil Marial (Coletânea Mariana), 1986 do Irmão Albert Pfleger, marista.